Romeu
Gotardi nasceu em
07 de setembro de 1938, na cidade de Nova Aliança, e construiu ao longo de sua
vida uma trajetória marcada pela honestidade, simplicidade, espírito
comunitário e profunda fé cristã. Homem de valores sólidos, dedicou sua
existência ao trabalho, à família e ao serviço ao próximo, tornando-se uma
figura respeitada e admirada na sociedade de Caarapó.
Casado
com a senhora Madalena Luiza Magnani Gotardi, edificou uma família alicerçada
no amor, na união e nos princípios cristãos. Foi pai de oito filhos, enfrentando
com fé e resignação a dolorosa perda de dois deles. Permaneceram como
continuidade de seu legado os filhos Elizeu Gotardi, Francisco Fernando
Gotardi, José Roberto Gotardi, Marcos Aurélio Gotardi, Mauro Gotardi e sua
filha Maria Antônia Gotardi, que carregam consigo os ensinamentos e valores
transmitidos ao longo de sua vida.
No dia 08
de fevereiro de 1961, movido pelo espírito desbravador e pela busca de novas
oportunidades, chegou ao então Estado de Mato Grosso, estabelecendo-se
inicialmente na região de Cristalina. Ali iniciou suas atividades no cultivo do
café, demonstrando desde cedo determinação, coragem e vocação para o trabalho.
Com
grande sensibilidade social, percebeu a necessidade de uma escola na
localidade, diante do crescimento populacional da região. Com iniciativa
admirável, procurou o então prefeito Epitácio Lemes dos Santos e contribuiu
diretamente para a implantação de uma escola que passou a atender cerca de 45
alunos. Assumiu, então, a missão de professor, exercendo a função com dedicação,
responsabilidade e compromisso com a educação, após concluir o ensino de
segundo grau no Estado de São Paulo.
Posteriormente,
com mudanças administrativas, deixou o magistério, mas prosseguiu sua caminhada
profissional no serviço público. Atuou como funcionário municipal e, mais
tarde, foi nomeado fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda, desempenhando suas
funções no Porto Caiuá com responsabilidade, ética e competência.
Ao longo
da vida, exerceu diversas atividades profissionais, incluindo trabalhos em
escritório de madeira, na Fazenda Campanário e também em Campo Grande, sempre
demonstrando disposição, humildade e comprometimento em todas as funções que
assumiu.
Ao fixar
residência definitiva em Caarapó, estabeleceu sua própria marcenaria, profissão
pela qual ficou amplamente conhecido. Com mãos habilidosas e espírito
trabalhador, conquistou respeito e reconhecimento da comunidade, tornando-se
referência pela seriedade e dedicação ao ofício.
Seu
compromisso social também deixou marcas profundas. No ano de 1990, participou
ativamente da criação da Guarda Mirim, ao lado do senhor Moacir e do senhor
“Vardão”, iniciativa de grande relevância social que continua beneficiando
jovens e fortalecendo valores de cidadania no município.
Romeu
Gotardi também exerceu a função de Conselheiro Tutelar, atuando com
sensibilidade humana, equilíbrio e compromisso com a proteção da infância e da
juventude. Ao longo dos anos, participou de cursos, capacitações e
treinamentos, sempre buscando aprimorar seus conhecimentos para melhor servir à
comunidade.
Homem de
fé autêntica e vivência cristã exemplar, destacou-se igualmente na vida
religiosa. Como ministro da Eucaristia, desempenhou sua missão com zelo e
devoção, levando conforto espiritual aos enfermos, especialmente junto ao
REVIVI, onde era reconhecido pela empatia, humildade e amor ao próximo.
Participou
ainda, por aproximadamente 14 anos, do Caminho Neocatecumenal, sendo membro
ativo da Comunidade São Cristóvão, colaborando fielmente com a Igreja e com as
atividades religiosas da comunidade católica.
Nos
últimos anos de vida, enfrentou com coragem as limitações impostas pela doença
de Alzheimer, que gradativamente debilitou sua saúde. Mesmo diante das
dificuldades, permaneceu cercado pelo carinho da família, amigos e pessoas que
aprenderam a admirar sua história e seu exemplo de vida. Seu falecimento
ocorreu em 08 de julho de 2021, tendo como causa aparente um infarto.
Romeu
Gotardi deixou um legado construído sobre a fé, o trabalho, a honestidade e o
amor ao próximo. Sua memória permanece viva entre familiares, amigos e toda a
comunidade caarapoense, que reconhece em sua trajetória um exemplo digno de
respeito, inspiração e gratidão.
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