Mário Valério
O caarapoense é casado com Cecília Duarte Valério com quem tem três filhas, Michelly, Jéssica e Crislaine.
Mário começou a trabalhar na comercial Tupy: ”com oito anos de idade eu vim para comercial Tupy, quando ainda era em outro endereço mais próximo ao Posto Baena, lá eu fazia de tudo um pouco, abastecia as bancas, era cacheiro, fazia entrega”.
Após alguns anos o mercado cresceu e mudou para o atual endereço, continuou trabalhando até a adolescência e deixou o trabalho para ir viver no seminário franciscano, onde permaneceu por pouco mais de um ano.
Se
o ditado popular é: “o bom filho a casa torna”, Mário Valério retornou para
Caarapó e voltou a trabalhar no então Mercado Tupy onde permaneceu até
conseguir casar com sua esposa e mãe de suas filhas.
Após o casamento, as coisas ficaram mais complexas, afinal agora precisavam manter uma casa, uma família, foi ai que o jovem casal decidiu empreender: “entendemos que era preciso crescer e fomos começar o nosso próprio negócio, arrendamos um boteco que era do Luiz Macarrão e no prédio ao lado, tinha uma máquina de arroz”, lembra ele.
Visando manter seu comércio abastecido, Valério procurou o sr. Antônio que foi quem deu a oportunidade de emprego na Tupy, para fornecer produtos e manter o boteco abastecido, mas existia um trato: “o nosso combinado era assim, paga uma nota que eu te vendo mais. E assim foi”.
Com
isso, o que parecia um simples boteco passou a crescer e Mário enxergou a
necessidade de ampliar seu atendimento e segmento, foi ai que de boteco virou
mercearia. Alguns anos se passaram e um plano econômico do governo, segundo
Mário, inviabilizou os lucros da mercearia, cada hora o preço mudava, foi ai
que ele decidiu vender e investir em um negócio com sede própria.
Assim
surge o comércio de secos e molhados, clientela crescendo, estoque crescendo,
ponto seguindo o crescimento e assim tornou-se um minimercado bem abastecido, o
Pegue Pague. Pouco tempo depois, Mário e Cecília decidiram reabrir ao lado um
bar. A renda aumentava, mas o trabalho também, durante o dia era no minimercado
e a noite no bar, muitas vezes até de madrugada.
Em
1999 entrou na vida pública a convite do então prefeito Guaracy Boschilia, foi
eleito vereador. Para dar conta de atender o mandato, Valério decide arrendar
os dois comércios.
Anos
depois abriu uma peixaria na cidade e quem tomou conta por muitos anos foi a
esposa Cecília.
Foi eleito vereador por três mandatos, sempre com expressiva votação, presidente do Legislativo de 2009 a 2012.
Em 2012 foi eleito prefeito do município.
Em 2016 foi reeleito, no entanto, após dois anos teve o mandato cassado por falta de cumprimento de prazo de recurso do jurídico em processos.
Após
seguir com a carreira política e deixar a prefeitura no ano de 2018, Mário
Valério focou no seu atual ramo de negócio que é o pesqueiro Divino Pai Eterno:
“estamos a quase quatro anos aqui e claro que tenho a ajuda da minha esposa,
que é o coração do nosso empreendimento”. Perguntado sobre o que atribui ao
sucesso do pesqueiro, Mário responde: “amigos”.
Com
a pandemia, o movimento do pesqueiro caiu chegando a praticamente zero. "O
comércio está no sangue, tem os espinhos, altos e baixos, mas a gente
continua”.
Questionado
sobre o que é mais difícil na hora de empreender, Mário Valério contou que é
preciso estar sempre de prontidão, saber esperar, a hora de retornar e
principalmente confiar. Se existe arrependimentos? Disse que não: “mesmo quando
levamos prejuízo, isso não pode arrepender pois algum dia alguém te faz o bem.
Nunca pensei em desistir, gosto de fazer as coisas do meu jeito, da forma que
acredito sem deixar de olhar o que está acontecendo”.
Falando no passado
"Tem
o lado bom de você ser bom para as pessoas, mas tem aquelas pessoas que não
mereceram ser ajudadas, mas tudo bem". Olhando para sua história, Mario
Valério diz que é realizado por poder continuar ajudando, sendo ajudado e ser
honesto.
(Com informações Portal da
Cidade).