Frei Mateus Rothmann (nome
religioso) nasceu na Alemanha, região de Frankfurt, no dia 13 de novembro de
1915, filho de Joseph Rothmann e Perpétua Dehler. Seu nome de batismo é Ernest
e teve uma irmã e seis irmãos, já falecidos.
Bem cedo foi para o seminário,
estudou quatro anos na Holanda, retornando para a Alemanha onde fez noviciado e
dois anos de filosofia na Ordem dos Frades Menores (OFM). Em 1939 estourou a
guerra e foi convocado para formar as fileiras do exército alemão. Ali, ele
permaneceu seis anos, dois dos quais como prisioneiro em Chartres, na França.
Neste meio tempo conseguiu fazer um ano de Teologia. Um ano antes do fim da
guerra conseguiu retornar à Alemanha, graças a um médico católico que atestou
que o jovem Ernest estava doente.
Em sua terra, primeiro trabalhou
na lavoura para ganhar seu sustento e da família. Em seguida, empregou-se na
prefeitura municipal por quatro anos, acolhendo os fugitivos da guerra que
retornavam à pátria e precisavam de casa. Por influência do irmão mais velho,
que ao voltar dos campos de batalha se fez frade franciscano, resolveu também
retomar sua caminhada franciscana. Por isso, fez novamente o noviciado em 1949
e depois mais três anos de Teologia. Em 19 de julho de 1953 recebeu sua ordenação
sacerdotal. Ficou um ano na Alemanha e depois veio para o Brasil.
No Brasil
Veio para o Brasil numa viagem de
navio que durou cerca de 12 dias. Passou oito meses em Gaspar (SC) para
aprender o português, mas de nada lhe serviu pois, todos lá falavam alemão.
Em 1955, foi transferido para
Cuiabá, onde permaneceu por dois anos. Já em 1957, o missionário Frei Mateus
chegava para trabalhar na paróquia de Rosário Oeste, perfazia longos percursos
no lombo do cavalo, em viagens que duravam de 15 a 20 dias para atendimento
religioso em fazendas e comunidades rurais.
Em MS
Em 1960 foi transferido para
Paranaíba (hoje Mato Grosso do Sul), porém durante dez dias por mês precisava
cuidar da paróquia de Cassilândia, distante 90 Km. No ano seguinte, assumiu a
Catedral de Dourados ficando até 1964. Em março deste ano, é criada a paróquia
Senhor Bom Jesus em Caarapó e Frei Mateus foi nomeado primeiro pároco, ficando
até 1966, retornando em 1969 permanecendo até 1981, quando teve que ausentar-se
para tratamento de saúde, devido a um enfarte.
No início da década de 1980
esteve em Dourados, na Paróquia Imaculada Conceição, trabalhando de 1984 a
1988. Neste tempo Frei Mateus atendeu a Comunidade Santo André (hoje paróquia),
além dos trabalhos espirituais, ajudou a formar a Coordenação do Conselho
Comunitário de Pastoral, foi orientador da Legião de Maria entre outros
trabalhos importantes na vida comunitária.
Novamente foi transferido para
Caarapó e lá permaneceu até 1991. Em Caarapó, o hospital municipal da cidade do
qual foi o fundador leva o nome de seu onomástico, Hospital São Mateus e de um
Centro de Educação Infantil Frei Mateus (antiga creche Frei Mateus), no bairro
Vila Planalto.
Após este período, por ordem do
superior provincial, foi designado como vigário paroquial na atual paróquia,
São José em Itaporã. No município desenvolveu seu trabalho missionário com
dedicação, amor e zelo para com a comunidade, para com as pessoas, ao angariar
fundos e fazer doações para a construção e reformas de capelas, salões paroquiais.
Frei Mateus conquistou por onde
passou uma legião de fãs, pessoas que o admiram por seu seu jeito sereno,
calmo, prestativoe caridoso, é considerado um homem de oração, é responsável
pela fé de milhares de cristãos.
No dia 18 de novembro de 2016 a Arquidiocese de Campo Grande comunicou com pesar o falecimento do Frei Mateus Rothmann- OFM. O velório foi realizado na Paróquia de São Francisco de Assis a partir das 13h30min e a missa de corpo presente celebrada às 06 h, e às 8:00, o Sepultamento no Cemitério Santo Antonio.